"Amazônia, Questão de Soberania Nacional"

 

Relatório da ONU alerta para risco de destruição acelerada da biodiversidade

Países descumpriram meta de proteção de espécies.
Efeito da Amazônia pode levar à extinção de animais.

Novo relatório das Nações Unidas sobre biodiversidade divulgado nesta segunda-feira (10) alerta para o risco de degradação e colapso de ecossistemas importantes para o homem. O documento também atenta para a extinção de espécies em uma velocidade nunca antes vista.

A meta acordada por governos de diversos países em 2002 para "atingir uma redução significativa da taxa de perda de biodiversidade" não foi atingida até 2010, aponta o documento, que se baseia em estudos enviados pelas nações-membro e em uma projeção de cenários futuros.

O relatório servirá de base para futuras discussões entre líderes mundiais, como na reunião internacional sobre biodiversidade marcada para outubro, no Japão.



Floresta parcialmente destruída (degradada) na Amazônia.
(Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)


A ONU alerta que a perda massiva de biodiversidade no planeta é cada vez mais iminente e que, por consequência disso, a humanidade pode ser prejudicada com a transformação dos ecossistemas em paisagens muito menos produtivas e úteis ao homem. Alguns ecossistemas estariam próximos de alcançar pontos-limite para se transformar irreversivelmente.
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A Amazônia representa um importante bioma analisado no relatório. Por causa do desmatamento e das queimadas, segundo o documento, a floresta pode entrar em um processo de decadência que afetará o regime de chuvas no continente e o clima global. Além disso, pode levar à extinção massiva de espécies. O relatório leva em consideração a queda no desmatamento por corte raso (remoção total da mata) registrada na região nos últimos anos, mas alerta para o aumento da degradação florestal (destruição parcial).


Mortandade de peixes no Amazonas após seca em 2009. (Foto: Agência Estado)

Outros riscos ambientais destacados são o aumento da incidência de rios e lagos infestados por algas e com alta mortandade de peixes, além do colapso dos ecossistemas de corais devido a um aumento da acidez e da temperatura dos oceanos, ameaçando milhões de espécies.

“As notícias não são boas. Continuamos a perder biodiversidade a uma taxa nunca antes vista na história”, aponta o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, Ahmed Djoghlaf. “O relatório deve servir como um chamado para a humanidade. Business as usual (cenário futuro em que se considera que a atividade humana não sofre alteração para reduzir impacto ambiental) não é mais uma opção se quisermos impedir danos irreversíveis aos sistemas vitais de nosso planeta”, diz.

O relatório argumenta que é possível deter a destruição dos ecossistemas se medidas coordenadas forem tomadas para reduzir a pressão sobre o meio natural. Uma nova estratégia a ser adotada é o combate às causas indiretas da perda de biodiversidade, como determinados padrões de consumo, crescimento do comércio e alterações demográficas.

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