Plano Nacional do Livro e Leitura
Secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto,
fala sobre as propostas, metas e novidades


O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) é um conjunto de políticas, programas, projetos, ações continuadas e eventos empreendidos pelo Estado (em âmbito federal, estadual e municipal) e pela Sociedade para promover o livro, a leitura, a literatura e as bibliotecas no Brasil. A prioridade é melhorar a qualidade leitora do Brasil e trazer a leitura para o dia-a-dia da nação brasileira.

A criação de um Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) traduz uma Política de Estado para o Livro e a Leitura plenamente assumida pelo governo federal. O PNLL, institucionalizado através da Portaria Interministerial 1442 MinC e MEC, tem por finalidade básica assegurar a democratização do acesso ao livro, fomento e a valorização da leitura e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro como fator relevante para o incremento da produção intelectual e o desenvolvimento da economia nacional.

O Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa inédita dos ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), e da OEI. O Prêmio tem duração inicial prevista para dez anos, de 2006 a 2016 e o propósito é dar continuidade à mobilização pró-leitura empreendida durante o Ano Ibero-americano da Leitura.

O secretário executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, concedeu entrevista à Assessoria de Comunicação Social do MinC.

Ascom/MinC - Explique melhor como surgiu o PNLL?
José Castilho - O plano é resultado de um movimento do Estado brasileiro, no caso os ministérios da Cultura e da Educação, e da sociedade, incluindo os setores envolvidos diretamente com o livro: autores, editores, livreiros, bibliotecários e até mesmo pessoas que têm o livro como objeto de trabalho imediato - como os professores, rede da educação, etc. Esse movimento, começou lá atrás, em 2003, quando o Ministério da Cultura resolveu criar o projeto Fome de Livro para implantar bibliotecas em todos os municípios que ainda não tinham bibliotecas. Assim começou um movimento sinérgico. Ele foi crescente e também foi ao encontro, em 2004/2005, da grande publicização da leitura que foi o Vivaleitura, no Ano Ibero-americano da Leitura. Foi um grande acontecimento. E dentro do bojo de toda essa grande discussão que o Vivaleitura promoveu, surgiu a idéia de se fazer o Plano Nacional do Livro e Leitura e sistematizar esse encontro entre a Sociedade e o Estado, visando uma Política de Estado permanente para o setor.

Ascom/MinC - Qual é a grande proposta do PNLL?
José Castilho
- Justamente ampliar essa sinergia entre a sociedade e o Estado. Eu diria um outro ponto: uma grande conquista institucional do Livro e Leitura é a união entre os ministérios da Educação e da Cultura em torno do tema. A leitura não se realiza somente nas escolas, como ela também não se realiza somente nos pontos culturais, mas também se realiza nas bibliotecas e nos pontos comunitários, etc. É importante haver essa junção dos dois ministérios; ela é paradigmática, é um parâmetro para se fazer um círculo virtuoso pela leitura no país.

Outro ponto que é importantíssimo também ser tocado: a última versão do PNLL já está publicada em nosso site - www.pnll.gov.br. Ele coloca a centralidade do acesso público à leitura nas bibliotecas, confirmando os grandes programas de acessibilidade à leitura e suas ações cadastradas no PNLL. Essas ações de acessibilidade são realizadas em bibliotecas, e nós queremos amplia-las conversando com a Câmara Setorial do Livro, Literatura e Leitura (CSLLL), no final de dezembro, e conversando principalmente com a área mais ligada as bibliotecas que são os bibliotecários e as pessoas envolvidas na implantação das bibliotecas. E devemos ampliar o conceito de rede de bibliotecas exatamente pensando na acessibilidade pública, ou seja, quando pensar em biblioteca, buscar o conceito de acesso público. Pode ser uma biblioteca em uma escola, pode ser uma biblioteca comunitária, uma biblioteca pública, pode ser até uma biblioteca de uma empresa que resolve abrir suas portas para o seu bairro.
Um outro ponto que eu ainda destacaria também é a formação de recursos humanos para tornar acessível, por intermédio da mediação ativa, a leitura ao brasileiro.

Ascom/MinC - Quais são as novidades para a edição de 2007?
José Castilho - A grande novidade que teremos em 2007, primeiro é a divulgação ampla do texto atual do PNLL e das metas acordadas na CSLLL. Trata-se de uma verdadeira plataforma programática de objetivos e metas consensados. Essa é uma das grandes novidades deste ano.

A segunda questão é que devemos ampliar a nossa organização no PNLL, no plano de estrutura mesmo. Eu acredito que a atual organização do Plano, estruturado com o secretário executivo, o conselho deliberativo e a coordenação executiva precisa migrar para algo mais permanente e abrangente.

Ascom/MinC - Você pode citar algumas metas que poderão ser alcançadas até 2008?
José Castilho - Primeiramente, teremos em todos os municípios brasileiros bibliotecas públicas instaladas. Trabalharemos também na formação de mediadores, pelo menos duplicando o número de ações que acontecem hoje. Outro ponto a se destacar é criar mecanismos de avaliação de todas as ações inscritas no PNLL, criando metodologias adequadas para a melhor gestão dos recursos empregados em prol da leitura.

Ascom/MinC - A primeira edição do Prêmio Vivaleitura alcançou seu propósito? E quais as novidades para a próxima edição do Prêmio?
José Castilho
- O Prêmio Vivaleitura conseguiu, em 2006, atingir na sua implantação mais de 3.500 inscrições. Isso é uma coisa espetacular do ponto de vista da capilaridade que ele chegou em todas as regiões do Brasil. E chegou sacramentando esse casamento entre o MinC e MEC em relação as ações ligadas à cultura, fornecendo uma diretriz que foi rapidamente aceita pela sociedade na área do livro e da leitura.

Para a edição de 2007 deveremos ter outras metas a serem atingidas além das que já foram citadas. Nós estamos discutindo internamente com os organizadores do Prêmio. Vejo que de maneira geral o Prêmio está bem. Nós temos que trabalhar algumas questões em relação aos critérios de premiações para ter um equilíbrio maior, mais apurado, entre ações pontuais e organizações pró-leitura institucionalizadas há anos no país.

Leia também matéria relacionada: Plano Nacional do Livro e Leitura já está disponível para download.

(Marcelo Lucena)
(Comunicação Social/MinC)




 

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