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Arquidiocese e maçonaria formam grupo de
estudo
A histórica reunião entre o arcebispo Dom José Alberto Moura, chefe supremo da Igreja Católica no Norte de Minas e os maçons de Montes Claros foi organizada pelos Conselhos de Veneráveis do Norte de Minas (Convenorte) e Maçônico de Segurança Pública (Comasp) e pela primeira vez nos últimos anos, um bispo católico participa deste tipo de reunião em Montes Claros. O presidente do Convenorte, Mauro de Almeida Rodrigues, lembra que as duas instituições têm muita coisa em comum, principalmente o compromisso com uma sociedade justa e sempre buscando melhorar a vida da comunidade. O arcebispo montes-clarense é presidente nacional da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso e primeiro vice-presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic) e recebeu uma placa, da Maçonaria, pela sua presença e pelo centenário de criação da Diocese de Montes Claros, que ocorreu em 1910, mas desde agora começaram as comemorações. Na abertura da reunião, o presidente do Comasp, Antônio Augusto Tavares Coelho, salientou que desde novembro de 2004 que a Maçonaria priorizou a área de segurança pública e a iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em escolher este tema, demonstra como a Igreja Católica sempre caminha no rumo certo. Ele lembra que o Comasp faz as articulações, mas sempre acionando todas entidades e a Pastoral Carcerária já participou de várias destas ações. O presidente do Convenorte, Mauro de Almeida Rodrigues, mostrou ao arcebispo que no Norte de Minas, a Igreja Católica e a Maçonaria já têm várias parcerias, como na gestão da Santa Casa, na criação do Colégio São José e mesmo do ensino superior, além de várias outros setores e a pretensão é aprofundar esta parceria. Ele anunciou a realização do movimento em defesa do rio São Francisco, neste ano e pediu o apoio da Igreja Católica, o que foi aceito pelo arcebispo. O maçom Otávio Batista Rocha Machado propôs que a primeira iniciativa seja na criação da APAC em Montes Claros e também teve apoio. Nas suas palavras,
o arcebispo Dom José Alberto enfatizou que a Igreja Católica
escolhe o tema da Campanha da Fraternidade sempre ouvindo a comunidade
e que a Segurança Pública sempre foi proposto e neste
ano, aproveitando o centenário do cardeal Helder Câmara,
decidiu colocar o tema. Ele lembrou que a Arquidiocese elaborou uma
cartilha específica para o Norte de Minas, pois existem muitos
casos gritantes, como prostituição infantil e um estudo
mostrou que as margens da BR 251, entre Montes Claros e Salinas, são
mais de 20 pontos. O arcebispo salientou que a pretensão é
discutir o tema, desenvolvendo a cultura da paz e a Maçonaria
pode ajudar nesta tarefa. Outra meta seria criar a rede social em torno
do assunto, para propor políticas públicas, com a visão
de que a violência pode ser fruto do desaranjo social, mas lembra
que a Maçonaria já está adiantada, por ter o Conselho
de Segurança Pública e por isto, merece aplausos. Ele
salientou que os crimes de colarinho branco são tão responsáveis
pela violência, com a má utilização do dinheiro
público e por isto, convidou a Maçonaria a participar
da campanha para arrecadar assinaturas visando impedir que políticos
condenados em primeira instância, possam ser candidatos. |